Coerência

Me deixe só, meu amor
Contando quantos dias faltam para o fim do mês
Não me conte de você faça o favor
Como se meu ouvido fosse freguês.

Não me venha com a conta do vestido
Que não sou mais o seu marido
Não me venha com seu discurso
Que tanto faz, e tanto fez, e que agora jaz.

Não se cospe no que já foi abrigo
Não se tira da cartola todas certezas
Hoje sou mais um desconhecido
E digno de sua avareza.

3 comentários:

Padre Alfredo disse...

Cospe nessa desabrigada Let.

Marcelo Mendonça disse...

"e o beijo amigo é a véspera do escarro"..."escarra nessa boca que te beija".... Augusto dos Anjos

ELon disse...

Emocionante! quero mais!