Momento Poema

Se eu pudesse arrancava você como quem despeja um inquilino que não paga

Quem foi que te disse que minha cabeça tinha vaga?

Para vir assim como um sem teto se instalar

Seu Brilho eterno de uma mente sem lembrança

Bem que podia de vez se apagar

Queria saber que tanto você faz na minha cabeça

Desocupe esse lugar que ja não é mais seu

Devolva a chave do meu pensamento

Se eu pudesse eu invertia esse Feitiço de Aquila

Para anoitecer e não ter visto você nem por um segundo

Se eu pudesse eu rasgava você de mim

Queimava essa roupa que você me vestiu

E não consigo trocar

Se eu pudesse eu cortava esse cordão umbilical

Que ainda me alimenta

De um útero que não é mais maternal

9 comentários:

Letícia Ribeiro disse...

lindo.

Thiago de Freitas Peixoto disse...

Nooossa...sensacional o texto...Paranbes!

Lica Ornelas disse...

malditos esses que chegam se pedir licença, e não saem quando já não cabem mais. ou aqueles que saem sem avisar, quando a gente ainda os quer morando aqui dentro...

Marcelo Mendonça disse...

o de cá, tá a casa da mãe Joana, vai chegando e vai ficando...

Lola disse...

um amor de caso combinado, contrato assinado, tempo determinado. uma pitada de razão, um pouco de pé no chão e um bom prazo de validade prorrogável, talvez falte um pouco do sal mas também não desperdiça açúcar.

A viajante disse...

O problema do encosto é que ele exageradamente se encosta, se enrosca e se alimenta da nossa falta: de bom senso, de amor próprio e o pior, de exigir, obrigatoriamente, milhões de recompensas pelos danos morais e psicológicos obtidos.

Angélica Lins disse...

Um verdadeiro show poético!
Abraço

Irene Carballido disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Esquadros disse...

UAU
Adorei o Poema!