Minhas Frases Deles

Como diz Ricardo: "Vamos colocar os pontos nos y"

Como diz Leo: "Homofóbico é aquele que não tolera a si mesmo"

Como diz Lú: "A frase mais bonita não é "Eu te amo" e sim " É benigno""

Como diz Adriana: "Por um lado foi bom, por outro estamos aí"

Como dizia o Pai de Ana: "Mulher só serve pra atrapalhar e fazer fazer falta"

CRIANÇA NÃO.

Confesso que quando via twittes de discursos homofóbicos clicava e ria. Ignorância tem um quê de comédia. Mas colocar criança como argumento para esconder interesses políticos, econômicos e religiosos, fingindo defendê-las, não tem graça nenhuma.

Criança só quer 2 coisas: amor e verdade. Quando me falam sobre educação, me vem sempre essa frase de uma médica-homeopata.

Não sou mãe, nem babá. Mas tomo as dores de ambas porque fui um misto delas durante pelo menos 6 anos, sendo tia diuturna de uma cara que hoje é meu orgulho e uma das melhores pessoas que conheço.

Não tenho a alma tão elevada assim para ter mais paciência com quem iguala homossexualidade e pedofilia. Colocar criança nesse assunto de forma deturpada, distorcendo o contato com a sexualidade, usando-as com malícia, isso sim é abusar delas.

Além de tudo, parece que ser gay é algo que se almeja, que está na vitrine. Antes fosse, mas sinto dizer que é gênero de primeira necessidade. E não precisa deixar longe do alcance das crianças. Não é spray, não se pega no ar, não é contagioso.

A metáfora de sair do armário, que nunca gostei, já me parece adequada. Num armário se está só, no escuro e trancado. Quando ouço um “Fulano saiu do armário” dito com um sorriso malicioso, também sorrio, mas por pensar que alguém agora respira melhor.

O discurso homofóbico daqueles que têm motivos econômicos e políticos travestidos de religiosos não tem nenhuma ignorância, muito pelo contrário, eles sabem bem o que estão fazendo.

Aos que não percebem isso e seguem cegos distribuindo raivosamente nas ruas sua intolerância, meu sincero pesar, pois sem nenhuma ironia ou provocação, só posso pensar que estão sufocados, no escuro, sem saber como se abre a porta a sua frente para, enfim, respirar aliviado.

Ao falar com tanta criatividade de babás lésbicas/pedófilas e motoristas gays/travestidos fiquei com medo de que aquela senhora tenha hoje uma produtora de filmes e seus filhos já estejam seguindo sua carreira de atriz.

Mas o melhor mesmo foi saber que, graças a Deus, ela nunca foi, nem atuou como babá.