Confesso que quando via twittes de discursos homofóbicos clicava e ria. Ignorância tem um quê de comédia. Mas colocar criança como argumento para esconder interesses políticos, econômicos e religiosos, fingindo defendê-las, não tem graça nenhuma.
Criança só quer 2 coisas: amor e verdade. Quando me falam sobre educação, me vem sempre essa frase de uma médica-homeopata.
Não sou mãe, nem babá. Mas tomo as dores de ambas porque fui um misto delas durante pelo menos 6 anos, sendo tia diuturna de uma cara que hoje é meu orgulho e uma das melhores pessoas que conheço.
Não tenho a alma tão elevada assim para ter mais paciência com quem iguala homossexualidade e pedofilia. Colocar criança nesse assunto de forma deturpada, distorcendo o contato com a sexualidade, usando-as com malícia, isso sim é abusar delas.
Além de tudo, parece que ser gay é algo que se almeja, que está na vitrine. Antes fosse, mas sinto dizer que é gênero de primeira necessidade. E não precisa deixar longe do alcance das crianças. Não é spray, não se pega no ar, não é contagioso.
A metáfora de sair do armário, que nunca gostei, já me parece adequada. Num armário se está só, no escuro e trancado. Quando ouço um “Fulano saiu do armário” dito com um sorriso malicioso, também sorrio, mas por pensar que alguém agora respira melhor.
O discurso homofóbico daqueles que têm motivos econômicos e políticos travestidos de religiosos não tem nenhuma ignorância, muito pelo contrário, eles sabem bem o que estão fazendo.
Aos que não percebem isso e seguem cegos distribuindo raivosamente nas ruas sua intolerância, meu sincero pesar, pois sem nenhuma ironia ou provocação, só posso pensar que estão sufocados, no escuro, sem saber como se abre a porta a sua frente para, enfim, respirar aliviado.
Ao falar com tanta criatividade de babás lésbicas/pedófilas e motoristas gays/travestidos fiquei com medo de que aquela senhora tenha hoje uma produtora de filmes e seus filhos já estejam seguindo sua carreira de atriz.
Mas o melhor mesmo foi saber que, graças a Deus, ela nunca foi, nem atuou como babá.
8 coments:
É lamentável que, ainda hoje, obscurantismo, mau caratismo e burrice sejam cometidos e perdoados por uma parcela da sociedade.
Diante de absurdos como esse fico desejando que o fim do mundo chegue de uma vez, porque aguentar esse tipo de nojeira tá bem difícil.
sorte e saúde pra todos - exceto pros obscurantistas e pilantras!
Crítica limpa, honesta, educada e contundente.
Parabéns!
"Não sou mãe, nem babá. Mas tomo as dores de ambas porque fui um misto delas durante pelo menos 6 anos, sendo tia diuturna de uma cara que hoje é meu orgulho e uma das melhores pessoas que conheço." Uma das melhores pessoas que vc conhece??? E vc ainnda tem coragem de dizer que nao eh mãe??
Lembre-se q voce é co-responsável por muita coisa... como minha tolerancia e não criar rótulos... Além de todo carinho e disciplina dado durante todo esse tempo... E que espero repassar para meus filhos... falando nisso daqui a poucos anos vc será tia-avó pare aí e pense... ( 1 ano de terapia depois dessa)
É tão patética a posição daquela senhora.. Patética, mas perigosa, tenho medo do poder embutido nos microfones..
lembro de minha filha, aos cinco anos de idade, tendo uma conversa segredada com um amigo da família: _ Meu tio, eu sei que você é gay, mas isso não muda nada, eu te amo do jeitinho que você é, viu?
Eu fiquei sabendo porque ele me contou, senão jamais saberia.
como diz Shakespeare "Só há uma treva no mundo: a ignorância."
ps: esse blog deveria ter um 'botão curtir' em algum lugar.
Perigosas mesmo são essas pessoas, cujas vozes podem ser ouvidas pela massa ignorante, que não sabe filtrá-las.
abçs
A hipocrisia sobre este assunto já começa pela bíblia, quando condena o sexo anal alegando ser pecado "por ser uma violencia contra o corpo que é o templo da alma", no entanto, não faz nehuma restrição em relação à castração dos pobres eunucos e ainda endoça a escravidão dizendo " O escravo deve cumprir suas tarefas não apenas por obrigação, mas por amor e deve amar e respeitar o seu dono". Quando a bíblia diz respeitar, neste caso, está se referindo à autoridade do dono, ou seja, obedecer. Santa hipocrisia !
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