Dona Rola


Aula de Matemática

Primeiro horário, 7 horas da manhã, Segunda-Feira:
Entre Ações e obrigações; titular e lançador;




EU = {Ø}




...

Contos do Vigário

Vento a favor, fila do orelhão, sobrou prá mim a conversa:
- Menas verdade sua, que eu nunca fuidemal com vc, nem nunca meti minha língua nas suas intimidades. Porque não sou de meter o pau pelas costas de sinhô ninguém. Meto o pau é pela frente. Agora, engolir sem reclamar, isso é que não vou mermo. Me inclua fora disso!!!!!!! O QUÊ?!!!!!!! Olhe, feche seu cú comigo fora! Alô? Alô? ALÔ!!!!!!!!!!!
Desligou.
E eu, ligado, ainda em dúvida: quem é que tava do outro lado da linha?

Lápides - Reeeedição Ampliada

A minha vai ser :
Já fui, Banda Mel.

Ricardo:
Se eu pudesse ficava mais.

Val:
Desculpe a minha existência.

Anônimo:
Este lado para cima.

Marcos:
Pô, tava massa.

Ualace:
É! Desta vez me fudi, mas não se preocupem, eu voltarei.

Anônimo:
Está escuro aqui.

Danielle:
Se eu não voltar em 15 minutos, já era.

David:
Por quê parou? Parou por quê?

Dani:
Tá olhando o que?

Biliu:
Tire o olho, senão eu puxo o pé.

Bob:
Fui dar um rolé e já volto.

Catarina:
Se saia que eu tô quebrando.
(em homenagem a Aline)

Marcelo:
A PARADINHA...DINHA, DINHA, DINHA, DINHA, DINHA.

Roberta:
Se eu soubesse que era tão difícil viver tinha pedido para não nascer.

Patymichele:
"Valeu a pena, ê ê! Valeu a pena, ê ê!"

Ali:
Eu disse pá qui vim, mas não sei pá onde eu vou: tcháaaaaaa!!!

Marcelo:
Calor da porra

Fabio:
VEM COMIGO!

Djaman:
A gente se vê logo, logo

Benício Golfinho:
Logo mais você me esquece

Thiago:
Um Martine com uma azeitona, por favor.

Joana:
Quem está tomando conta do lojinha?

Joana:
Aqui jaz joaninha,
que a família descanse em paz.

Márcia:
Uma coca-cola num copo ALTO, com MUITO gelo E SEM LIMÃO.

Alfredo:
Quando eu morrer quero uma cova bem funda, para quem passar não pisar na minha bunda.
ENFIM, NÃO TÔ PRÁ NINGUÉM.

Patricia:
Aqui jaz eu morena, jovem e diva.

ETC:
Ói, na moral. Da outra vez, quero vir cachorro.

Cartaxo:
Dá tempo de pedir a saideira?

Johnny:
Agora que morri tão chorando? Nada disso, quero é ALEGRIA, festa, farra pra lembrarem de mim.

Bruno:
Desculpe ter lhe visto.

Kiki:
Tem coisas que só a Philco faz por você.

Alyne Costa:
Fiz o que pude.

Cau :
O último que sair feche a luz.

Anaïs:
O diabo que se cuide, tô chegando

Daiane:
Fui!

Anônimo:
Venha!Venha!Venha!

O homem dos cadernos grampeados:
Aqui jaz aquele que dela sempre fugiu.
Que dela só escapa agora.

Fabio:
Ô mãe, acende a luz aí.

Diogo Lyra:
Finalmente alguém calou a boca dele.

Cordeiro Mau:
Eu sou você amanhã.

Daniel Soto:
Aceita-se moças solteiras, mandar fotos.

Felippe :
Advinha quem é?. Hehe

Vini.bear:
Aqui jaz mim.
ou
É a parte que me cabe neste latifúndio, é a terra que queria ver dividida.

Rodrigo Rangel:
A de fora é minha

Raquel:
Rá. Tua hora também vai chegar.


Se quiser deixar a sua, é só escrever aqui que vai ficar para a posteridade.

Notícias Populares

Simbora que o mundo tá acabando ou
O que você faria antes do fim do mundo?


Um asteróide está na rota de colisão da Terra e você tem uma hora de vida. O que você faria com seus últimos 60 minutos?

Sem grandes surpresas, a maioria dos britânicos questionados em uma pesquisa, 54% disse que passaria seus últimos momentos com seus parentes e amigos queridos pessoalmente ou no telefone.

A pesquisa, entretanto, revelou uma grande onda hedonista: 13 % dos entrevistados sentariam e esperariam o inevitável com uma taça de champanhe.

Sexo seria a opção de apenas 9%, enquanto 3% rezariam.

25% disseram que comeriam algum alimento rico em gordura. Outros 2% decidiriam que é hora de começar a roubar.

A pesquisa foi conduzida pela Ziji Publishing para marcar o lançamento do livro "Cloud Cuckoo Land", estréia do escritor Steven Sivell, que "usa a clássica premissa de uma inevitável colisão de um meteoro como uma metáfora para ameaças à raça humana".

Desabafando...

Tenho me deparado com cada situação embaraçosa.Que me cabe me perguntar às vezes.
Se os relacionamentos(de amizade, amoroso, em faculdade ou até de trabalho) são descartáveis ou as pessoas que são descartáveis( lê-se interesseiras, mesquinhas, vazias e inúteis) ?

Desesperador...

Mas eu penso e desejo que todos relacionamentos, pessoas e a sociedade, se renovem todos os dias.

Êa!

Em cartaz

Nilo Peçanha. BA
Foto- Marcos Cajaíba

Notícias Populares

Menino ganha carrinho turbinado com cocaína ou
Criança ganha brinquedo contendo droga e dinheiro falso.


Uma criança recebeu um carrinho de brinquedo com 50 gramas de cocaína e 40 notas falsas de R$ 50. O brinquedo tinha sido entregue pela Receita Federal para a Escola Pingo de Gente, em Eldorado, que repassou para as crianças como presente de Dia das Crianças.

O pai do menino percebeu que o carrinho não estava funcionando e abriu o brinquedo para verificar o problema. Sebastião Vieira Tobias encontrou então R$ 2 mil em dinheiro falso e a cocaína colocada dentro de um preservativo.

Ele acionou a Polícia da cidade e comunicou o caso informando que os brinquedos tinham sido repassados pela Receita Federal para a Prefeitura e depois pela escola. O pai do menino registrou boletim de ocorrência.

Na Fonte Nova

O BaVi rolando: 1X1. A torcida nem piscava esperando o desempate. Na frente dele pára o menino do picolé, que resolveu ver se o próximo grito era do Meubaêaminhaporra ou do Meuvitorinha (para você ver a diferença de atitudes dessas torcidas é só começar a analisá-las linguisticamente).

Ele não agüentou aquele garoto na frente do lance e gritou:

- SAI DA FRENTE COM ESSE PICOLÉ DO DIQUE.

O garoto se voltou para trás e foi logo se defendendo:

- Mas minha mãe ferveeeuu.



Com a colaboração de Lucas Ferraz

Contos do vigário

Duas horas de relógio depois o Buzú chegou socado e ela, toda já vencida, não contou conversa, subiu com seus dois balaios – um que Deus lhe deu e o que encheu com a chêpa em São Joaquim.
Aperta aqui, licencinha ali, deu testa ao cobrador por conta de um troco de nica e virou na porra com um muleque, todo armado, querendo fazer terra. Descansou os quartos foi quando um seu irmão de santo lhe deu lugar bem de junto da borboleta.
Um freio de arrumação e acordou azuada, na primeira rótula das Cajazeiras, puxando que nem louca a cordinha do sinal:
- Vixe Maria! Me arrombei!!!!! PERAÊEEEE MOTÔOO! Crendeuspai! Perdi meu ponto!.. PERAÊEEE MUZERA!!!!!! PÁRA ESSA PORRA, em nome de Jesus, CARALHO!!!!!!!!
Virada no istopô, já não era mais ela. Roxa de raiva por dentro e com gosto de sangue na boca, foi gritando pro mundo enquanto descia:
- VOCÊ NÃO VIU EU PUXAR ESSA MERDA NÃO, SEU FILADAPUTA?
E o motorista, na maior gaiatice:
Colé comadre, você puxou foi a descarga da centina; a merda vai descendo é aí agora.

Minhas Frases Deles

Como diz Josias: "Qualquer alteramento, me avise"

Como diz João: "Quem acha tudo gozado é faxineira de motel"

Como diz Zé: "Dona, modéstia a parte, mas vai faltar cimento"

Como diz Roberto: "Sou pontual que nem meu pai, que deve ter sido inglês na outra encadernação"

Como diz o preso recapturado: "Eu não fuji não, doutor, eu avistei o buraco e fui mimbora"

Du caralho

Ele vai achar careta, mas sendo hoje o dia do aniversário do nosso chargista MARCELO MENDONÇA, a minha postagem só pode ser:
Celão, vc é mesmo DU CARALHO!

A comunidade Marcelo Mendonça no orkut é:

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32422500&tid=2560549278040118076&start=1

Contos do Vigário

- Padre, lembra que confessei aquele desejo de enfiar meu pênis duro no moedor de carne?
- Claro...uma fantasia louca!
- Pois é, me pegaram no flagra e fui demitido do Açougue.
- MEU DEUS!...o moedor de carne!.....
- Que se acostumou e não sai mais lá de casa.

Notícias Populares

Inglaterra vai tirar a roupa das muçulmanas ou
Inglaterra quer proibir o uso de véu muçulmano que cobre corpo inteiro

Está cada vez mais comum ver as mulheres muçulmanas no Reino Unido levando os filhos às escolas ou andando pelas ruas cobertas, da cabeça aos pés, com vestes negras esvoaçantes que só contam com uma estreita abertura para os olhos.

E poucas coisas irritam tanto os britânicos quanto essa imagem. Muitas mulheres cobertas pela "burka" dizem que são alvos de assédios. Ao mesmo tempo, crescem as iniciativas no sentido de impor legalmente uma proibição do uso do véu muçulmano de corpo inteiro, que é conhecido como 'niqab'.

Nos últimos anos houve alguns exemplos do problema: um juiz de imigração disse a uma advogada vestida com um niqab que ela não poderia representar uma cliente porque, segundo ele, não dava para escutar a voz dela sob o véu. Uma professora que usava o niqab foi mandada de volta para casa pela escola. Uma aluna que foi proibida de usar o niqab levou o caso à Justiça, e perdeu.

David Sexton, colunista do "The Evening Standard", escreveu recentemente que o Reino Unido tem sido "excessivamente condescendente" em relação ao véu. "Acho que tal vestimenta, no contexto de uma rua em Londres é, principalmente ridículo, e além do mais diretamente ofensivo".

Algumas das mulheres, especialmente as jovens, que adotaram a vestimenta, admitem que o traje é uma expressão direta de identidade islâmica, que elas adotaram após o 11 de setembro de 2001, como forma de rebelião contra as políticas do governo Blair no Iraque e no Reino Unido.

"Para mim, não se trata apenas de uma roupa. É um ato de fé. É solidariedade", diz uma funcionária de 24 anos de uma companhia de radiodifusão em Londres. "O 11 de setembro foi um toque de despertar para os muçulmanos jovens", diz ela.

Quando está na rua, ela ouve com freqüência comentários agressivos. "Há algumas semanas uma senhora me disse: 'Acho que você parece uma doida'. Eu respondi: 'Como é que você ousa dizer às pessoas como elas têm que se vestir?'. Às vezes sinto que tenho que responder. O islamismo nos ensina que temos que defender a nossa religião".

Até mesmo algumas das mulheres que usam o niqab, como Faatema Mayata, 24, psicóloga e professora de estudos religioso, acham que há limites. "Como é que você pode ensinar quando está ocultando a face?", questiona ela, sentada com uma xícara de chá na sua sala de estar, sem usar o niqab, já que está no ambiente doméstico.

Ela usa o niqab desde os 12 anos de idade, quando foi enviada pelos pais para um internato de meninas. Segundo ela, o niqab não é, conforme muitos britânicos parecem pensar, um sinal de extremismo. Para ela o niqab diz respeito à identidade.

"Usar o niqab significa que você é bem avaliada e vai para o paraíso", disse Hodo Muse, de 19 anos de idade.

Contos do Vigário

- Chave só pra quem tá abastecendo, resmungou o frentista.
Corri e mirei bem na jante de uma arabaca estacionada ali no passeio, mas um saqueba do carrinho de café não contou conversa:
- Aê não, meu sinhô! É o ponto do acarajé. Quer arruinar a vendagem da moça ?...
Me piquei pr’um cacete armado defronte.
- Repare, tô reformando o quartinho do bar, o balde velho já não dava mais vencimento e resolvi trocar por uma latrina semi-nova que ganhei do meu vereador. Ano que vem tem eleição! Explicou Lero-lero.
Nem fechei o eclér. Parti embucetado prá de traz do muro da Igreja Universal e tava lá bem grande:
“Favor não mijar aqui, em nome de Jesus!”
Sem ver mais nada, molhei foi tudo, do favor ao Jesus, barrufando até o bozó arriado ali, no pé da parede.
A obreira não se deu. Enrolada no xale da maluca berrou da janela:
- Ópaisso?!!! Mijando no Bozó, seu padre ozado? Se assunte! Cadê o respeito pela religião duzotros? Vá reverter sua água benta na cabeça dos seus fiéis, seu possuído!
.............................................
- A paz do senhor Jesus, irmã... Respondi...amarelo e aliviado.

Sessão de Gala

Reis

Foi por acaso que passei pela Lapinha 10 anos depois justamente na noite de reis. Tinha acabado de sair de uma reunião ali perto. Então as luzes e a multidão que vinham do largo me lembraram que aquela era a Festa de Reis da Lapinha. Mais uma dessas festas de rua de Salvador de origem religiosa e destino pagodeiro. Resolvi observar de perto. Eram as mesmas luzes. Os adereços. O colorido sujo. As famílias pobres desta boa terra de merda, felizes com tantas luzes e apenas um saco de pipoca doce na mão. A festa estava ali. Parecia a mesma. Mas existiam as diferenças.

Meu estranhamento começou com o próprio largo. Arrancaram o bom e velho palanque de pedra do centro e puseram em seu lugar uma porra de uma pracinha igual a tantas outras que se vê por aí. Percebi também o número reduzido de barracas. Naquele tempo era uma barraca de cachaça emendada na outra. Com suas mesas e banquinhos de madeira coloridos. Serviam basicamente petiscos baratos em pratos de plástico e cerveja em copos lavados com água de bunda. Agora era uma barraquinha aqui, outra ali. Provavelmente tudo limpinho. Senti falta também do aglomerado de barracas de capeta. Meu primeiro porre de capeta foi numa festa de reis. Foi o capeta que me fez ser atropelado por um desses carrinhos de café coloridos. O carrinho tinha até uma buzina de kombi de verdade.

Perambulando pela porra da pracinha sem graça avistei uma mulata conhecida. Não lembrava o nome. Mas sabia que era a filha do meio de Seu Clemente, o verdureiro. Carregava um garoto nos braços que tentava puxar-lhe a blusa para dar uma mamada. Vai fundo, garoto. Provei desses peitos em outros tempos, atrás do murinho do sanatório. Tirando a mulata, não reconhecia mais ninguém. Foi quando uma mão bateu em minhas costas. Era Capenga. Sentamos numa barraca. Pedimos pititinga e caipirinhas.

- E essa careca, Paulinho?
- Não esquento mais. Me conta aí quais as novas.
- Tô com uma filhinha aí.
- De fuder.
- Daiana. A mãe que botou o nome.
- Tá com aquela mesma menina?
- A mesma, Daniela. Sempre fui preguiçoso pra procurar mulher.
- Mas ela é uma boa garota, Capenga.
- É verdade. Sabe quem é pai também?
- Quem?
- Rubalo. Tá com um menino. Bonitinho o sacaninha.
- É, tô sabendo.
- Davi também.
- Davi também é pai?
- É.
- Porra. Talvez então eu tenha chance também.
- Você sabe que Lorinho já tem dois, né?
- Tinha só aquela guria com a cara do Taffarel. Teve outro?
- Teve um menino agora. Vaca também tá com um neguinho aí.
- A camisinha não chegou aqui na Lapinha não, caralho?
- Os caras tão dizendo que só falta João ter o dele. Mas dizem que o ovo dele é goro.

Capenga e eu conversamos sobre outras amenidades. Até ouvirmos o rebuliço da multidão. Alguma coisa acontecia na frente da igreja. Pagamos a conta e fomos ver. Era o Padre Pinto. Trajava roupas estranhas e dançava o que parecia um ritual de candomblé. Mais aviadado do que nunca. Tinha o rosto maquiado. Algumas pessoas o aplaudiam. Outras, principalmente as beatas, faziam o sinal da cruz. Talvez minha vó também reprovasse aquele ritual. Mas não me incomodava. Sempre respeitei aquele padre. Certa vez ele encarou uma velha que nos xingava por jogarmos bola perto de sua janela. "Nenhum desses meninos da Lapinha são moleques. Batizei todos eles, e são todos meninos de família!" – dizia Padre Pinto. Agora ele estava ali. Rodando e rodando e rodando. Balançando os braços pra lá e pra cá. “Padre Pinto tá possuído!” – alguém gritou. Talvez a igreja da Lapinha não fosse mais a mesma. Não sei. Não entendo de igrejas. Mas diante daquela porra de pracinha sem graça, tanto faz. Deixei o Padre Pinto em paz com sua dança. Por sinal, foi logo depois que começou a tocar o pagode pela praça, que me despedi de Capenga e também daquela festa que eu não reconhecia totalmente. Antes, parei para dar uma mijada. Então descobri que, atrás da igreja, o fedor horrendo de mijo nos dias da Festa de Reis continua o mesmo.

Paulo Bono

*Publicitário, baiano, blogueiro e escreve para caralho. Confiram:
http://www.espalitandodente.blogspot.com/